A
chamada será feita no início da aula, até a primeira meia-hora.
Não
haverá presença depois disso. Se o aluno sair antes do fim da aula, terá uma
presença anulada.
Só
serão toleradas oito faltas durante o semestre, que serão lançadas no sistema.
Depois disso, não será possível mudar a situação do aluno.
Cada
aluno deve cuidar de suas próprias faltas – anotem no caderno. O professor não
fornecerá o nº de faltas. Não se justifica a falta com atestado médico, a não
ser em casos muito específicos, como doenças infecciosas, por exemplo. O
atestado deve vir da Diretoria de Admissão e Registro (DAR). As faltas por
doença estão incluídas entre as oito permitidas.
O
DePara acontece na primeira semana. Quem vem de intercâmbio profissional ou acadêmico
terá direito ao mesmo número de faltas do que os outros alunos.
Alunos
com mais de oito faltas serão reprovados.
Durante
o semestre será feita uma prova de G1, valendo 8, 2 pontos para participação e trabalhos pedidos. Quem não entregar na data terá imediatamente descontado um ponto. Para
quem tiver que faltar, deve mandar o trabalho por algum colega e assegurar que
o colega vai entregar no dia. Os trabalhos são individuais e vão depender do
esforço, leitura e atenção do aluno. Não vale qualquer trabalho para “cumprir”
o pedido do professor, que vai corrigi-lo.
A
nota mínima para passar no curso é 5, notas abaixo disso serão dadas se o
aluno não souber responder as questões e não dominar o português. Não adianta justificar os erros, apelar pela má
formação ou criticar o rigor do professor. Todo aluno deve se esforçar para
conquistar uma boa nota. Este é um curso universitário de comunicação e o
português é base importante.
Individualmente, devem estudar as regras do português, que sofreu mais uma
reforma.
A
reprovação é algo que acontece. É melhor ser reprovado e começar a mudar de
atitude em relação aos estudos, do que fingir que está tudo bem. O curso
“fácil” não vai levar o aluno a lugar nenhum.
Plágio
e cola: problemas e consequência. É crime copiar trechos da internet. O aluno
será reprovado caso copie frases ou parágrafos. A professora confere se há
muita semelhança entre os textos. Vocês estão construindo uma base que servirá
para a vida profissional. Cuidado com a preguiça e a esperteza.
Cultura
geral é fundamental. Assim como a profundidade nas respostas. Treinem a grafia.
Os
alunos hoje estão se preparando para competir com universitários de ótimas
universidades nacionais e internacionais. É preciso abandonar a atitude de aluno de escola que não tira notas baixas!
Ao
chegar à universidade, o aluno deve buscar a sua própria maturidade. Ao longo
dos anos, essa atitude deve ser inerente a cada um, na sala de aula. É possível
ter bom humor, mas não ter um comportamento anárquico. O professor pode tirar
ponto no quesito comportamento.
O
professor universitário é diferente do professor do segundo grau. Apesar de simpático,
muitas vezes, ele é mais exigente. O aluno precisa ser independente, saber se
virar, conhecer a universidade, a rua onde estuda ou mora, a cidade, o país, é
fundamental.
Vamos
incentivar os debates para que cada um de vocês se torne um bom jornalista. Por isso, a participação é importantíssima. O
professor pode tirar ponto no quesito caso o aluno não se mostre interessado,
não faça os trabalhos de casa e em sala de aula.
Está
terminantemente proibido o uso de celular durante as aulas. Se o aluno
insistir, ele sairá de sala e a sua presença será retirada. Está proibido
gravar e filmar as aulas.
Deve-se
ler o programa enviado. É fundamental também ler os capítulos dos livros que
estão no programa, assim que o professor pedir. Se não puder comprar os livros,
pode pedir emprestados os exemplares na biblioteca.
A
leitura do jornal diariamente é
obrigatória. O aluno pode variar entre ler jornais nacionais – O Globo, Folha, Estadão - e jornais locais – Extra, O Dia. Deve separar as matérias que mais chamaram a sua
atenção e fazer jornalismo comparativo. Questões serão discutidas em sala de
aula. A leitura do jornal independe do noticiário televisivo ou do rádio. São
complementares. Vamos discutir os valores do jornalismo?
O
grande desafio é saber pensar e ter senso crítico. Não engolir as informações,
mas saber analisá-las. Tentar compreender a realidade observando os vários
lados da notícia.
O
mercado de trabalho seleciona os melhores, mas a universidade também faz isso.
Existe uma nova exigência, concorrência com alunos estrangeiros – espanhóis,
portugueses e franceses – que estão chegando ao Brasil devido à crise europeia.
O
diploma não é mais obrigatório, mas as empresas jornalísticas ainda querem o
estagiário que passou pela faculdade de Comunicação. Além da parte técnica e
prática, existe a formação teórica e ética que o candidato precisa saber e
dominar. A inteligência emocional dentro de uma empresa também é muito
importante.
O
jornalismo é importante e a liberdade de um país se mede pela prática do
jornalismo. As ditaduras não permitem diversidade de opinião e debate. Para
eles, o importante é que a população tenha uma única opinião, muitas vezes, formatada
por um partido ligado ao poder.
Segundo
o jornalista Alberto Dines, no livro O
papel do jornal e a profissão de
jornalistas (Summus Editorial), 9ª
edição,
“Jornalismo é a
busca da circunstâncias. (...) o momento
em movimento. Técnica que se destina, antes de tudo, ao estudo e tratamento dos
fatos, é dinâmica porque lida com material mutante”.
O
jornalismo muda de forma, como veremos no estudo da história da imprensa. Sempre
haverá quem já viveu, em uma redação de jornal, algo parecido, por mais insólito
que seja.
“É por essa razão que a pergunta mais
presente, e por isso mais simbólica, de uma redação é: ‘Qual é o fato novo?’”
O
jornalismo mudou muito com a entrada da internet, nos últimos anos. Segundo
Alberto Dines:
“Será preciso
decidir que formas de empacotamento adotar para que os conteúdos produzidos no
processo de apuração e edição também possam ser aproveitados em vídeos e podcasts, por exemplo. A
matriz original é a mesma – a apuração primária, só que traduzida em linguagens
distintas. Cada meio tem sua natureza própria e convém não confundi-las. A
crise da indústria jornalística é propícia para uma volta por cima, quanto mais
não fosse pelo fato de que as tecnologias de informação e comunicação tendem a
produzir, em certas circunstâncias, mais informação do que conhecimento, mais
calor do que luz. Diante disso, em vez de sufocar o jornalismo a economia
digital pode estar, no fundo, abrindo uma extraordinária janela de
oportunidades para o exercício de um ofício capaz de organizar, sintetizar, interpretar
e dar sentido à confusão babélica de dados que os meios digitais, a todo tempo
e lugar, tornam mais e mais presentes no dia a dia das sociedades.” [1]
Hoje,
o papel não é essencial para a feitura do jornal, mas até hoje o Brasil importa
papel imprensa, “produzindo pouco mais de um quinto, ou 20% do papel
consumido”.
O
jornal vai acabar? Vamos pesquisar sobre isso, mas alguns já têm uma resposta.
Mesmo que em algumas cidades americanas os jornais impressos tenham
desaparecido, o consumo de papel em cidades de 100 mil a 250 mil habitantes, aumentou
em 52%. Para o autor, a nossa civilização
é uma civilização do papel, dinâmica e perene.
Todo
novo veículo que surge ameaça um veículo anterior.
“Tudo isso é, na verdade, o ritmo da
tese-antítese-síntese concebido por Hegel”.
Quando
surgiu o tipo móvel de Gutenberg, o livro se popularizou. Trata-se de veículo restritivo e seletivo,
reprodução manual que chegou à
massificação, com jornais e revistas. Quando surgiu o rádio, a primeira máquina
de comunicação introduzida no lar, era um veículo seletivo. Todos acharam que
ninguém iria mais ler jornais e livros...
Quando
surgiu a TV, aconteceu o mesmo: muitos consideraram que ninguém mais iria ouvir
rádio e assim por diante. Podemos pensar na TV a cabo, no som estéreo FM etc...
A internet não acabou com o jornal, o rádio e a TV.
O
pensador canadense Marshall McLuhan dizia que “uma nova tecnologia de
comunicação transforma a anterior numa forma de arte e mostra que a TV
consagrou o cinema como manifestação artística”.
Jornalismo
é “a ordenação da novidade, rotinização do inesperado. Ou seu corolário
(proposição resultante de uma verdade) : a quebra intencional e programada das
normas, para despertar a atenção pelo contraste”
TV
e rádio abrem tempo, não espaço.
Jornais
abrem espaço, não tempo.
Em
um jornal, todos têm uma função e um papel. Parece um milagre que o trabalho
de tantas pessoas, em diferentes
funções, em várias cidades e países poderão resultar em produto que estará na
casa das pessoas no dia seguinte.
Cadência
do tempo se chama periodicidade.
Cada
jornalista deve dominar a periodicidade de seu veículo: se é diário, semanal,
bimestral ( dois em dois meses) etc.
Cada
jornal, revista, TV, emissora de rádio tem uma linha de pensamento, deve ter
independência de opinião, e sempre ouvir as várias opiniões. Se isso não for
contemplado, o veículo tem problemas.
“Grandes
cânones dos jornais – tudo é relativo,
tudo é momentâneo, tudo é circunstancial.” Segundo Dines, “o jornalista
trabalha ao mesmo tempo contra e a favor do tempo”. O jornalista precisa de
inconformismo, criatividade e imaginação.
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